PRECISO DE UM PATROCINADOR

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Ribeirão Preto-, Sudeste-São Paulo, Brazil
Mulher com muita sede de aprender,, de se comunicar, de aparecer,fazer amizades, gritar: Estou aqui, eu existo, me vejam, me escutem...O resto saberão conhecendo nosso blog sou uma mulher simples, não tenho formação universitária, mas gosto de ler, de me informar, aprender. Sou inquieta, estou sempre em movimento à procura do saber mais e mais. Sou Cearense lá da Ponta da Serra, Gosto de Dançar, nadar, tomar banho de chuva, não sei brigar, mas se me irritarem vão arranjar uma boa briga. Meu maior defeito: Ciúme. Minha maior qualidade: Saber ouvir e ser solidária. O que mais odeio: Mentira O que mais me importa: Minha linda família. O que mais prezo: Meus amigos, mesmo os virtuais. Não bebo, não fumo, não uso droga, só as vezes, quando me refiro a fazer sexo, digo manhosa pro meu marido: Me dar essa droga ai, vai! Já li muitos livros, já vi muitos filmes, músicas todas, depende do momento e do astral. Amizade perfeita: A que diz a verdade Desejo: Escrever um livro Sonho: Voar Super poder:Voar O que não esqueço: Meus 9 anos O lugar que voltarei: Crato-PS Desejo oprimido:Provar que tenho um pai: Dalcir Siebra Brito
Cura do Câncer: meu desejo para 2011. Tenho um motivo pessoal para pedir a todos para que coloquem essa mensagem em seu status por uma 1h. Sei quem vai colocar! Pense em alguém que vc ame que teve cancer ou está lutando agora mesmo. Meu desejo é que em 2011 a cura seja encontrada. Há muitos que podemos mencionar que lutaram e que estão lutando. Espero ver isso no status de todos os meus amigos!

Enviem dicas de fofocas, receitas saborosa, saúde, beleza, colocarei tudo diariamente.

Um sonho para viver

visitantes, quero pedir desculpas por apresentar-lhes textos cheio de erros de concordâncias, português e outros mais, Nada Justifica o fato de eu não ter formação didática, pois a leitura é a melhor forma de se aprender e o pouco que sei foi através dela. Quero ainda dizer-lhes que aceito criticas e ajuda, pois ao escrever um texto, sento-me aqui o escrevo e o posto. Quero acrescentar algo a meu respeito que poucos sabem: Eu crio, eu fantasio, mas MENTIR NUNCA, JAMAIS e por isto lhes digo é muito pretensão a minha querer escreve e ser lida e ainda por cima querer companheiros(as), mas por que ser hipócrita e não confessar que morro de desejo que todos venham visitar-me e deixe algo, uma lição que estarei disposta a cumprir...Venham
façam comigo um pouco de magia, deitemos no chão e vamos formar bichinhos com as nuvens. Vamos tomar banhos de chuva, olhar a lua em lugar sem luzes...
Venham e façam-me feliz.
Maria Irismar

sábado, 18 de junho de 2011

Meu Rei para sempre


Meu rei para sempre

Quando eu era pequena lá na roça, eu tinha um amigo ela era maior que eu um pouco, tinha seus 6 anos e eu 5, era tão legal, lembro como se fosse agora, eu tomava meu café com tapioca ou cuscuz, as vezes era mandioca ou batata doce, não tinha pão, então eu pegava um pedaço do que eu comesse e levava pra ele, todos os dias ele já estava lá em baixo do pé de jatobá, esperando, ele também tomava seu café com alguma mistura, porém nunca trouxe nada pra mim, mas eu não reparava nem perguntava o que ele comeu, sei que ele terminava de comer o que eu trouxe , passava as costas das mãos na boca e ia logo dizendo do que vamos brincar? Nós brincávamos de tudo, corre atrás das galinhas, dos bodes, atirar pedra nas vacas, tentar matar passarinho, subir em árvores mais baixas tipo siriguela, jacarana, umbu, cabaça ,sempre as mais baixas. Assim sempre brincávamos até a hora dos gritos da mãe dele ou da minha chamando para almoçar. Ele não morava longe era como se fosse quarteirões seriam uns dois. Neste dia ele não voltou depois do almoço, fiquei andando pra lá e pra cá, tentando uma brincadeira sozinha, mas nada dava certo, o negocio era meu amigo Paulinho chegar, mas deu hora de entrar e nada. Fui então tomar meu banho e ouvir historias do meu irmão Auderico.
Tomei meu café, peguei o a tapioca e fui pra fora encontrar meu amigo, meu único amigo. Decepção, dor, agonia, andava de lá pra cá e nada dele chegar. esperei até a hora de sua mãe o chamar para almoçar, resolvi então dar a tapioca pro piau, meu cachorro. Entrei quase chorando, nem me alegrei com tripa de porco que a mamãe tinha fritado, nem olhei direito pro prato e fui deitar na rede que ficava no corredor da casa de taipa que eu morava. A tarde inteira fiquei triste,já nesta época não sacia chorar, sempre fui assim, minhas lágrimas escorrem pra dentro, eu não as libero, senão embaixo do chuveiro, naquela época eu tomava banho de bacia e nem tinha essa idéia.
Tomei meu café mais rápido e fui correndo levando uma batata doce para meu amigo, nada! Ninguém por lá. Deu-me uma agonia danada, uma coisa amargando na boca, fui sem pensar correndo e sem olhar pra traz até a casa dele, piau me acompanhou, chegamos lá de uma corrida só, encontramos alguns meninos e algumas meninas brincando no quintal vizinho, mas meu Paulinho não estava, as crianças pararam de brincarem e vieram ao meu encontro, uma delas acho que a irmã dele, falou o meu irmão tá doente e não pode entrar ninguém lá por que pega, é catapora, ele tá cheio de bolinhas e com muita febre. Eu fui até o fundo da casa e procurei a mãe dele, ela falou-me a mesma coisa. Eu entreguei a batata pra ela entregar pra ela pegou a batata e foi até lá dentro e colocou em cima do fogão à lenha. Depois sem nem olhar se eu estava ainda pegou uma lata e foi pegar agua na cacimba, deixei ela sumir e entrei à procura do meu amiguinho, meu coração batia forte, quando virei um corredor dei quase por cima dele, estava deitado em uma rede forrado com folhas de bananeiras,estava sem roupas e seu corpo todo era bolinhas avermelhadas e roxas, até seu lindo rosto estava coberto por aquelas coisas feias. Ele assustou-se com minha presença e eu com o estado dele. Quase o abraço sai assim sem pensar, mas ele gritou forte: pare não chegue perto, você vai pegar também, mas eu passei a mão em sua cabeça e falei, não pego não e se pegar não tem nada demais, você pegou.Ele deu um meio sorriso, pois nem isto podia fazer de tanto que incomodava. Fiquei ali olhando pra ele e perguntei quando vai poder ir lá brincar comigo? Ele fez um gesto com os lábios como se não tivesse nem idéia. Eu falei Eu venho ver você. Passei novamente a mão em seus cabelos loiros e fui pela porta da frente. As crianças nem deram por minha correria. Fiquei o resto do dia triste, com aquela imagem em minha mente e uma vontade de estar lá com ele, era incrível nosso apego, algo lá no meu coração ficava alegre ao pensar e lembrar de nossas brincadeiras. Tive sonhos ruins e gritei enquanto dormia e minha mãe acordou-me, eram pesadelos, mas minha mãe já prometera dar-me daquelas malditas pílulas verde de óleo. Que nojo.
Assim foram sete dias escondidos, as vezes dava e as vezes não dava para vê-lo ai sim a agonia tomava conta do meu coração.
Teve novena em casa de mãe branca e fomos todos, mas ele não estava,perguntei pra sua irmã dele e ela falou que agora estava ficando bom e murchando e não podia sair mesmo. Nada ali tinha graça sem ele. finquei pé na arreia e fui até a casa dele que ficava bem perto, o vi pelo claro da lamparina sentado em um banco forrado com alguns panos, nem dei por conta como aconteceu, de repente estávamos abraçados, não dizíamos nada, éramos duas crianças que se gostavam e tinham afinidades. De repente senti duas mãos forte puxando pelos meus enormes cabelos pretos e cacheados, era minha mãe, que perguntando por mim alguém me denunciou, saiu puxando-me e dizendo coisas que eu nem compreendia, olhei apenas para traz e gritei te vejo depois.
Doía-me todo meu couro cabeludo quando Dasdores penteava meus cabelos, mas o que doía mais era o que ela dizia: Menina danada, deste tamanho já tem fogo no rabo, por isto não disgruda daquele galego, é todo tempo brincando só com ele. Tua mãe que não cuide de você não que vai é dar pro que não presta.Eu pensava comigo mesma, será que gostar de dele é uma coisa ruim? Mas porque? Ele vai ser meu rei e eu sua rainha, o Auderico contou uma história de um rei e uma rainha e que eles foram felizes para sempre e eu sei que nós também seremos felizes.
Não deu tempo eu reencontrar meu rei, fomos morar no Crato, e nunca mais vi o meu rei e se o visse nem o reconheceria, as crianças mudam muito principalmente nesta idade. Esquecer não foi fácil como dizem que pra criança tudo é esquecido rápido. Sempre lembrei dele, ainda hoje lembro seu rosto e seu último olhar pela luz da lamparina.
Eu poderia ter escrito este texto com palavras iguais falávamos naquele tempo, mas achei melhor passar minhas lembranças como elas ainda estão em minha memória.
Íris Pereira

Minha resposta


Arcoiris No Horizonte disse...

...Eu te amo! A Maria continua dizendo eu te amo a quem de faro ama e como ama a tantos, por que no mundo existem mais bondade que maldade.
Ao reconhecer em suas cicatrizes que elas estavam apagando era hora de esquecer o mau feito e evitar que lhe continuassem a machucá-la. O papai noel trouxe-lhe a boneca quando ela disse sim enfrente ao altar e far e o padre abençoou o ato dolorido e mais uma cicatriz lhe foi aberta, ms desta vez a boneca veio nove meses depois, nem era época de natal, ele foi tão bondoso que adiantou a entrega. Mas Ela, a Maria foi obediente e deste então passou a ser cada dia mais obediente. As novas cicatrizes eram agora invisíveis, essas ela não as mostrou ainda para o mundo.
Você foi a pessoa que mais compreendeu a Maria, parece até que esteve todo tempo junto com ela, será que não eras o anjo da guarda que ela ouvia dizer-lhe que tudo ia mudar e ficar bem.
Não se preocupe meu rei, a Maria dirá sim tantas vezes forem preciso: Eu te amo< e a cada cicatriz apagada o amor em seu coração aumentará.
Você foi simplesmente maravilhoso, nem eu contaria com tanta prioridade e sentimento os desabafos da Maria.
Obrigada.
Hoje ( somente hoje li, pois não tinha coragem pra continuar)
Ao terminar o meu texto e ler finalmente o seu fiz um chá de folhas de laranja lima e o tomei, fui para debaixo do chuveiro e fiquei não sei quanto tempo...Mas por certo saí de lá ma amando e amando mais o meu escritor.
Íris Pereira

Jamais diga eu te amo


Jamais diga eu te amo

desautoria.blogspot.com


O cérebro de uma criança
automaticamente acreditará
no que lhe é dito,
mesmo quando o que lhe é dito...
é uma besteira.
E quando esta criança crescer
ela tenderá a passar
essa mesma besteira aos seus filhos

O Vírus da Fé, Richard Dawkins


Cicatrizes são troféus, disse ao encarar pela enésina vez o agressor e lembrou-se do caminhonheiro que morava na rua de baixo e duas vezes por mês estacionava seu FNM-D9.500 no terreno em frente à meágua onde, mal e porcamente, vivia guardada pela mãe que insistia em reprimí-la naquilo que, em seus pequenos seis anos, nem sonhava imaginar de e pra si, ainda. Embora já tivesse ouvido das amigas coisas horríveis que os adultos podem fazer uns aos outros, por gosto ou necessidade, pensava apenas em ganhar do papai noel aquela boneca de cabelo louro e cintilante, como os seus próprios. Do futuro, era o que esperava. Quanto ao resto, quando fosse a hora saberia o que fazer e isto não a preocupava nem um pouco nem mesmo naqueles momentos em que era injusta e severamente castigada por este ou aquele gesto interpretado como leviano ou obsceno pela macerada mãe madrasta. (…) A vida é assim mesmo: julgamos, culpamos e punimos os outros baseados nas nossas próprias escolhas, nem sempre louváveis, guiadas pela ignorância, imediatismo ou mesmo aceitação em ser o que se é por absoluta incompetência em arriscar-se ser de outra forma. (…) Assim, como poderia ganhar aquela boneca de papai noel se não fizesse o que lhe mandavam fazer? E o caminhonheiro foi bastante convincente. Pediu-lhe que fizesse bem feito, era necessário, pois papai noel só atende aos pedidos das meninas muito boazinhas. Ao serem flagrados pela mãe, tentou correr mas foi agarrada pelos cabelos e espancada sob alegação de que era uma sem vergonha, uma descarada, uma perdida, a única culpada por toda a desgraça do mundo, pois nascera mulher e mulher foi feita pra sofrer e fazer sofrer quem lhe caisse nos braços, para espalhar o inferno neste mundo de deus dará... Por isso não havia outra saída senão aceitar os cinco cabrais que o caminhonheiro lhe estendeu a título de indenização por perdas e danos. Naquele ano, papai noel não cumpriu com o seu papel mas o fez no ano seguinte quando suas pernas grossas e seus seios hirtos aceitaram os chamegos da professora primária, do guarda, do padeiro, do sacristão e de dois ou três doutores que às sexta feiras davam plantão naquele buraco encravado na Serra Dois Irmãos, pertinho de Viçosa. Daí reparou que para ganhar o que quer que fosse deveria que ser mais que boazinha, deveria tornar-se uma colecionadora de cicatrizes, afinal o que lhe pediram daí em diante passou-lhe a doer mais que o costumeiro, devido aos excessos de um e de outro ávido em sacrificar-lhe no altar dos imperativos humanos. (…) A civilização tem destas coisas, ao mesmo tempo em que nos tira do estado de selvageria nos capacita a requintar cada vez mais o animal que nos habita, dotando-nos de técnicas sofisticadas de submeter e ser submetido, de sofrer e de fazer o outro sofrer por nós. Não demorou muito a perceber que, ao invés dos aguardados presentes ia, isto sim, acumulando dores, dores, sempre mais dores, não só na pele, mas dentro, lá onde ninguém chega, lá onde só você sabe o quanto dói uma saudade, disse Jocélia certa de que fora agraciada com um poder maligno, porque não era uma questão de gostar ou de não gostar, era uma uma missão, sua missão, a sua parte naquele imenso latifúndio.

Vê esta aqui, e riscou com o indicador o traço que ia da sobrancelha esquerda até perto do lóbulo da orelha, esta ganhei quando tinha doze anos. Como deve ter percebido, o que quer que você pretenda fazer não há quem já não tenha feito antes. Não ocorre-me novidades, meu caro. Não há dor que eu não já não tenha sentido, não há dor que eu já não sinta de antemão toda a sua crueza. Portanto, sugiro que, se queres mesmo ver-me sofrer faça-o aqui no lado interno da coxa, onde poucos pensaram marcar e que, ultimamente, reservo para iniciantes. Consinto tudo, desde que seja rápido. Só não permitas que te odeie por teres sido impreciso. Porque em mim, só aqueles que traziam na alma a marca dos verdadeiros peritos puderam, por suas inventividades, galgar este acidente humano que me tornei. Preste bastante atenção na tua saliva, se salivares pouco durante o golpe, estanca, não foste feito para tais vôos. Agora, se babares ao me ver entregue aos teus caprichos, aproveita e jogue por terra o ultimo vestígio de pieguice que acaso ainda nutras dentro do teu peito. Já me deixei levar por muitos covardes, por mansos, por crédulos, por honestíssimos moralistas e até por donzelas e matronas invejosas da minha liberdade e da minha resignação, eu, sempre atraída por aqueles que machucam por machucar, que não aguardam qualquer recompensa que não a imediata satisfação e que, arrogantes, cospem sempre no prato que comem ao alardearem vitalidades como se fosse mérito próprio e não produto de outras dores.

Que foi, vais desistir sem ao menos tentar provar do meu sabor, sem ao menos saber se é acre, se é doce, se azedo? Travo, amigo, meu gosto é travo confesso, já que não foste feito para as coisas verdes. (…) Queres saber? Ganhei a minha boneca, vive comigo até hoje, cuido dela como cuido de mim mesma, banho-a, faço-lhe roupas novas, deixa-a à janela para apreciar a tarde, levo-a pra passear, conto-lhe histórias, falo do amanhã, de quando estiver crescida... falo dos garotos, das suas brincadeiras irresponsáveis, do primeiro beijo, do primeiro sutiã, da primeira menstruação, falo de todos os principes encantados dos quatro cantos deste mundo, ensaio com ela subidas ao altar, falo da primeira noite, das noites seguintes, dos filhos que virão, dos netos que virão e, sobretudo, da minha satisfação de vê-la sempre com aquele sorriso no rosto... ah, aquelas bochechas rosadinhas que gosto tanto de beijar e apertar! Desculpe, imperdoável minha tolice. (…) Agora por favor, afaste-se, devo prosseguir e se fores quem eu penso que és, escuta, te peço, nunca, jamais, jamais tornes a dizer eu te amo, porque, eu, tola, posso acreditar, e aí não terás outra escolha senão matar-me lenta e dolorosamente.



Eu Cresci

Agonia no peito, pensamento pesado, tristeza no olhar, atá minha sombra sente o peso da minha tristeza, ai quem diria que um dia eu cresceria e choraria, ficaria triste, mágoas me atacariam o coração, lágrimas insistiriam em descerem mesmo sem não estando debaixo do chuveiro,
que eu saberia a cor da tristeza ou a usaria para marca este dia, quem diria que eu cresceria e conheceria a dor lá de dentro, não a do braço quebrado por cair do jatobazeiro, não a do estômago pedindo algo quente e sólido, não a dor de ver alguém indo em um caixão ser enterrado, pra este o sofrimento acabara. Quem diria que eu cresceria e conheceria as pessoas que sabem respostas e que as dão sem saberem olhar, sem nem saber a cor dos meus olhos, sem atenção, sem saber o que quis saber o coração e não a curiosidade. Quem diria que eu cresceria e conheceria rei sem rainha, homem sem mulher, mulher sem homem e mesmo assim se acham felizes. Quem diria que cresceria mas não me satisfaria com meu tamanho, não a altura, mas o tamanho do conhecimento das coisas criadas por eles, pois as já existentes eu já as conheço bem e de cor, são com elas que eu aprendo, são com elas que eu divido meus sonhos, minhas verdades e segredos, porque contá-las aos homens, eles não ouvem, eles escutam , mas logo esquecem e ficam parados, estáticos diante de mim como se eu não tivesse crescido, ha! mas eu cresci e perdi minha inocência...ou eu nunca a tive de fato? Só sei que cresci e andando por aí descalça e chutando pedras e cavacos, aprendi que o homem tem pensamentos ricos, pobres, enlouquecedores, vivos, realistas e sonhadores, mas não percebem quando crescemos, mesmo estando ali junto, gritando: Ei olhe pra mim, como estou grande! Veja já te alcanço. Não! É só uma ilusão para eles eu serei sempre pequena. Não importa vivo grande minhas lembranças e eu e quando um dia encontrar alguém que perceba meu tamanho, dividiremos nossas experiências, sabedorias, olhares e altura. AÍ eu gritarei aos meus ouvintes da natureza: Encontrei! Demorei mas encontrei.
Íris Pereira

Minhas Bonecas


Minhas bonecas, minhas lembranças

    Eu amo bonecas de brinquedos e ganho bastante de minha filha, minha neta, minhas amigas, portanto a cicatriz que o o motorista de caminhão pensou deixar pra sempre, foi apagada e hoje só lembro por que lembranças não se apagam quando doeram demais.
    Eu coloco nomes, faço roupas, tenho elas sempre limpas e por perto de mim, elas são apenas bonecas, não falam, não choram c nem andam , mas cada vez que eu cuido delas, brinco com elas lembro que o perdão apaga cicatrizes e que nos aproximam do bem.
   Eu procuro instruir e passar tudo isto de amor, verdade, perdão e boas escolhas para meus filhos e minha neta
mesmo eu não tendo sico um exemplo dos melhores, hoje faço o possível para que elas saibam diferenciar o que ´bom e o que é mau, o que é verdadeiro e o que é falso, Saber fazer suas escolhas e nunca ter medo de consultar muitas vezes o que devem seguir e principalmente nunca se calarem por ameaças ou medo, nada lhes fará mais mau do que calar e ceder a uma chantagem emocional. Não ter medo de falar com alguém de confiança, que é raro mas existem.
   Eu a fiz compreenderem  também o valor do perdão e curar feridas e cicatrizes.
   Íris Pereira

Maria e suas escolhas mostruosoas

A Maria contou desesperada que teve um sonho muito ruim, ela tremia toda ao falar, mas eu tentei junto com ela lembrar exatamente o que sonhara tão tuim assim. Ela repetia: Eu fui tão ruim, eu fui mau novamente, eu nunca mais tinha sido ruim e no sonho eu fui muito mau. EU estava descalça, vestida com meu vestido predileto, o de bolinhas e alcas amaradas com laços, cumprido e bem soltinho, ia andando pela rua de terra fazendo uma trança em meus enormes cabelos, quando ouvi alguém me chamando, olhei de onde vinha o chamado, vinha da árvore, seu tronco era enorme, era uma seringueira e eu fui até perto dela seu tronco se abriu e me agarrou deixando só a cabeça com as tranças pra fora, era um abraço sufocante e estava me espremendo aos poucos, mas eu já estava apavorado quando eu vi outra Maria igual a mim rindo e correndo pra lá e pra cá, as vezes chegava muito perto e puxava minhas tranças, passava a mão em meu rosto já todo vermelho, ela era tão igual a mim que eu podia jurar que eu me via em um espelho naquele momento, ela dizia é bom ser abraçada por algo forte, não é Maria? Mas você não é tão frágil assim como pensa, vamos sote-se daí, livre deste tronco enorme, a vida todo Maria você viveu assim agarrada por algo mais forte que você, mas você também tem a força, solte-se! Vamos, senão será tarde, solte-se!!!!!Ela gritava comigo, puxava minhas tranças e beliscava meu rosto. Eu confio em você e na sua força, mas estou vendo que é franca igual a mim, que adianta sermos duas? Eu aqui fora, você ai dentro inutilizada, vamos o perigo deixa a pessoa mais forte, solte-se, liberte-se, até quando vai ser prisioneira? O pior Maria é que você escolhe suas prisões, foi ao primeiro chamado, agora está aí novamente escrava, sufocada, inutilizada novamente só obedecendo e sendo mandada. E Eu Maria o que faço, só vivo pelos teus atos impensados, pago por todos eles. Por que Maria
temos que estarmos sempre errando e caminhando pelo caminho tortuoso e enladeirado? Ela já não falava mais só lhe via as lagrimas escorrem pelas vermelhas faces, mas eu me irritava mais ainda com isto e gritei bem alto e forte: Não chore, não está chovendo, nem orvalho tem, aguente! está só fazendo mais uma cicatriz e está agora assim tão ressente vai te custar caro, terá que viver mais tempo para apagá-la. Diga-me aprendeu algo com este mostro? Ela não respondia, se esforçava para não chorar, então falei-lhe calmamente, venha vamos cumprir mais este destino, levante seu braço e fazendo isto ela colocou sua mão para fora e eu a puxei pra junto de mim e juntas numa só fomos amaciar mais uma cicatriz em baixo do chuveiro. Mas por pouco não deixo a Maria ir cumprir seu destino sozinha e fico ali livre de suas andanças, seus pecados, seus sonhos...
Iris Pereira

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Os Pecados se apagam


Detesto que me entendam mais que eu mesma, abomino a ideia que saibam o que sinto por dentro, não gosto que descubram do mal que estou sofrendo, da dor que estou passando, quero eu mesma quando por livre e espontânea vontade as conte, as confesse. Eu gosto de frequentar a sala do meu terapeuta, pois ele fica a me olhar por debaixo daqueles olhos amarelos e sem dizer uma palavra, indica o sofá onde eu me acomodo e depois de pensar um pouco falar, ou as vezes também fico a olhá-lo com meu olhos castanhos claros e a o pensamento longe no último acontecimento, aborrecimento ou não, gosto ou desgosto, prazer ou desprazer, eu resolvo se falo ou não, Mas vem você e ler toda minha alma, me desnuda com apenas meia dúzias de palavras contadas, vem você e me descobre o mais intimo pensamento, me tira da sombra do meu esconderijo e fala sobre o que eu mais tenho medo, do meu desprezo por meus atos inconfessáveis ou as vezes até confessados, mas entre dentes, Fala da minha culpa, tamanha culpa, mas vai mais além , tira-me o chicote que tenho sempre nas mãos e me chicoteio a cada lembrança pecaminosa ou suja. Vem você e diz da culpa de outras pessoas, menos das minhas, por que inocentar quem já nasceu do pecado, quem vive do pecado, quem é o pecado? Por que justificar quem tem prazeres em ser a pecadora? Eu o odeio por saber mais de mim do que eu , do que ele do que eles, do que o papai Noel, ele sabia por que não me trouxe o que eu esperava. Eu o odeio por por saber porque não choro, das minhas feridas, porque as mostro com prazer por ter sido merecidamente machucada.. Sei meu copo ainda falta tirar muita lama, coar a água limpa e tornar a enchê-lo, sei viverei ainda muitas vidas até apagar estes pecados desta vida agora vivida, Mas uma coisa você não sabe. Algumas das minhas cicatrizes estão se apagando, não sei se é o tempo, a pele frágil ou o perdão, será? Tenha raiva por você ter descoberto que eu ganhei a boneca e que esta boneca foi a perdão, ainda ganhei uma segunda boneca dada pela primeira e desta vez o perdão foi maior, isto voce não descobriu, mas eu não deixei que minhas bonecas cometessem os mesmos erros que eu, você não sabe nem descobriu que eu cuidei e cuido das minhas bonecas com mais amor do que qualquer outra pessoa e que à elas, eu digo eu as amo. É para mim que ainda não devem dizer : Eu a amo, ainda não.
Fui tão perto do inferno por muitas vezes depois do prazer dos outros e você me defende. Você não sabe que é preciso ser grande e forte para resistir a estes pecados ambulantes e soltos como eu era? Você é diferente, eu nunca encontrei nenhum em meu caminho, por isto não acreditava que eles existiam, achei que só fracos estavam em meu caminho, mas mesmo tarde, muito tarde aprendi que dependendo do caminho que se anda se recebe o premio merecido.
Fico ainda por um tempo mostrando minhas cicatrizes e feridas, mas já bem amenizadas por ter sido entendida por um rei forte e entendedor das almas puras e impuras. Mas ainda assim muito zangada por ter me deixado nua diante de mim mesma, pois não sei se é pior entender os fatos ou continuar a procurá-los por aí ou nas respostas que nunca vieram dos que eram tão espertos e de olhos amarelos.Não sei quanto tempo ainda poderei contar com você, pois na minha vida as maiores cicatrizes foram as do coração, as das perdas, perdi todos que eu amava, perdi porque mereci, foi mais um castigo merecido e para aprender que se perdendo é que se dar valor. Mas não quero nunca perder o conhecedor de minha alma, meu mais íntimo sentimento. Aquele que mostrou-me que a beleza anda junto com a alma...
Íris Pereira
Postado por Iris Pereira

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